Um dos principais acordos entre
pixadores é: um não "atropela" o trabalho do outro!
Atropelar... nesse universo... é o ato de passar por cima da intervenção visual
alheia. É pixar sobre o pixo do outro! Aquele que atropela a marca do outro não
é bem visto. O atropelo é considerado um desrespeito, uma ofensa. Para alguns...
é um convite à guerra. Para outros... atropelo é amor!
Banksy versus Robbo...
A briga foi ensaiada?
Robbo é considerado um dos
pioneiros na street art, na década de 1980 sua assinatura era onipresente nos
trens e canais de Londres.
Em 1985, Robbo deixou sua
assinatura numa parede ao lado do Canal Regent, que só era acessível pela água.
Chamada de "Robbo Incorporated" ao longo dos anos se tornou a peça
mais antiga de graffiti em Londres. Praticamente todas as suas outras obras
foram gradualmente removidas dos trens e paredes de Londres, exceto esta peça.
Robbo, Canal Regent, Londres, 1985.
Robbo, Canal Regent, Londres, 2006... com atropelos...
Em dezembro de 2009, Banksy
atropela a assinatura de Robbo, uma das últimas marcas do pixador em Londres,
considerada um ícone da street art. Isso causou a ira de muitos grafiteiros de
Londres, que consideraram uma falta de respeito o que Banksy havia feito.
Banksy, apropriação de Robbo, 2009.
Banksy quebrou uma das regras
clássicas da street art. O atropelo enfureceu Robbo levando-o a sair de sua
"aposentadoria" e revidar o ataque. Mas... essa questão já era antiga...
O dilema Robbo versus Banksy deu origem ao documentário
Graffiti War. A briga foi ensaiada? Eu penso que sim, os dois ganharam...
Robbo, apropriação de Banksy.
Banksy, apropriação de Robbo.
A parede foi pintada de preto
(quem?). Robbo, então, pintou o famoso Manda-Chuva com a legenda “RIP Carreira
de Banksy”.
A parede é pintada novamente de
preto. Banksy continua seu ataque a Robbo. Ou ataque a arte e suas regras?
Em abril de 2011 Robbo sofreu um
acidente e ficou em coma. Em novembro do mesmo ano Banksy o homenageou na
parede do Canal Regent, com uma representação em preto e branco do original de
Robbo e uma lata de spray.
Team Robbo, Homenagem a Robbo no Natal de 2011, restauração (?).
Robbo nunca retornou do coma e
morreu em julho de 2014. Veja o documentário Graffiti War...
Outro dia vi várias fotografias de street art no Beco Diagonal...
O Beco Diagonal é, talvez, o maior centro econômico bruxo do Reino Unido, é uma longa rua
acessível apenas para bruxos e bruxas onde se concentram as mais diversas lojas
mágicas, que contém qualquer tipo de material para a realização de bruxaria.
tag Harry Potter
crew Dumbledore´s Army
Hagrid
Rony Weasley
Scabbers
Severo Snape
Draco Malfoy
Aquele que não se deve nomear
Tag daquele que não se deve nomear
Para chegar lá é necessário pegar o trem Expresso de Hogwarts, na Estação King's Cross, partindo da Plataforma 9 3/4. A entrada do Beco diagonal está localizada no fundo do bar Caldeirão Furado (caso queira entrar-se a pé), é
necessário bater na parede de tijolos de trás do bar em uma ordem
específica.
Mapa do Beco Diagonal
Plataforma 9 3/4
Bar Caldeirão Furado
Beco Diagonal no Google Street View
Qualquer dúvida o Bego Diagonal já está no Google Street View...
Remix: combinar ou editar material já existente para produzir algo novo.
No texto "O que é um autor?" Michel Foucault(2001)leva a discussão sobre a autoria para as estruturas de funcionamento da sociedade, ou seja, sua questão é a trama de relações na qual a figura do autor estaria inserida.
A função autor é, portanto, característica do modo de existência, de circulação e de funcionamento de certos discursos no interior de uma sociedade (FOUCAULT, 2001, p. 274).
Foucault pergunta em que condições este autor foi possível e qual era a sua função, problematizando a questão da comercialização, das instituições, do estado e do perigo que representa o anonimato para o direito autoral. Este autor problematiza, também, o desaparecimento da personagem autor:
Pode-se imaginar uma cultura em que os discursos circulassem e fossem aceitos sem que a função autor jamais aparecesse. Todos os discursos, sejam quais forem seu status, sua forma, seu valor, e seja qual for o tratamento que se dê a eles, desenvolveriam-se no anonimato do murmúrio.
Não mais se ouviriam as questões por tanto tempo repetidas: “quem realmente falou? Foi ele e ninguém mais? Com que autenticidade ou originalidade? E o que ele expressou do mais profundo dele mesmo em seu discurso?”
...além dessas, outras questões, como as seguintes: “quais são os modos de existência desses discursos? Em que ele se sustentou, como pode circular, e quem dele pode se apropriar? Quais são os locais que foram ali preparados para possíveis sujeitos? Quem pode preencher as diversas funções do sujeito?” e, atrás de todas essas questões, talvez apenas se ouvisse o rumor de uma indiferença: “que importa quem fala?” (FOUCAULT, 2001, p. 288)