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sábado, 6 de dezembro de 2014

Passion... street art...




O trabalho da francesa Claire Streetart aumentou ainda mais minha paixão por arte de rua. 

O projeto Duetto X leva para as ruas e becos de Paris casais apaixonados e provocantes.

A artista fotografa casais reais que depois são pintados  em tamanho real, sempre marcados com contorno simples em preto / branco e blocos de cores. 

Daí as obras são coladas nas ruas, em lugares meio escondidos, atuando como qualquer outro casal em busca de intimidade.







 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Eugène Atget... fotografia urbana

Citado por historiadores como o pai da fotografia moderna, Atget (1857-1927) influenciou o surrealismo e dezenas de fotógrafos como Walker Evans, Lee Friedlander, Berenice Abbott, Brassaï e Henri Cartier-Bresson. O fotógrafo e artista plástico Man Ray era seu amigo e sempre o ajudava comprando e publicando suas fotos.

Atget foi ator de teatro e passou pela pintura antes de comprar uma máquina e começar a fotografar Paris. Durante 25 anos, documentou os prédios e os cantos das ruas parisienses. Foi sistemático na documentação de temas urbanos e essa catalogação sempre mostrava cenas vazias, bairros antigos e decadentes, contrastando com a Paris em desenvolvimento do começo do século XX. Por míseros centavos, Atget vendia boa parte das suas fotos para colecionadores e pintores que as usavam como referência. Sempre usando sua velha câmara de madeira, que produzia negativos de 18×24 cm.


Atget

Rua Oblin, Paris – 1899.


Rua de St. Honore, Paris – 1906.


Rua Tiquetonne, Paris – 1907.

Rua de la parcheminerie, Paris - março 1913, após a demolição.

A série de fotografias de vitrines de Atget denuncia uma forma de alienação constitutiva dos tempos modernos: o consumo, o excesso. Surplus. Pousar o foco no vidro, ou além deste, subverte a cena e instaura uma confusão entre o consumidor e a coisa consumida. É bem conhecida a maneira como Atget evitava fotografar a burguesia francesa. As raras capturas dessa classe se dá através de seus simulacros manequins.

A maioria de seus negativos pertence ao acervo da Bibliothèque Nationale de France ou ao espólio da fotógrafa americana Berenice Abbott (1898-1991).
Paris: Eugène Atget Taschen ( reúne toda a obra publicada em vida por Atget).




domingo, 30 de junho de 2013

Pixação... insurreição pelos signos.


Os alunos de Belas-Artes convidam os trabalhadores a vir discutir com eles".
Pixação nos muros parisienses, maio de 1968.

Jean Baudrillard, em seu artigo Kool Killer: ou a insurreição pelos signos de 1976, afirmou que: “Uma coisa é certa: ambos, tanto muros pintados como grafites, nasceram após a repressão das grandes revoltas urbanas de 66/70”. Os muros são historicamente foco de disputa e exprimem a diversidade de ações, sujeitos e falas que tem lugar na cidade.

 
Pink, tag metrô de Nova York, década de 1970.
 
As pixações de Nova York da década de 1970 foram "... projetadas na realidade como um grito, como interjeição, como antidiscurso, como recusa de toda elaboração sintática, poética, política, como o menor elemento radical incapturável por qualquer discurso organizado" (Baudrillard).

Tak 183, tag Nova York década de 1970.