segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Better out than in... Banksy

Better out than in é o nome da exposição que o artista Banksy promove durante esse mês de outubro em New York.


A divulgação foi feita pelo próprio Banksy um mês antes com grafites feitos do outro lado dos EUA, em Los Angeles.

Grafite de Banksy em Los Angeles, 2013.
O site banksyny.com funciona como um diário de bordo das intervenções em NY, lá tem fotos, vídeos e textos... como o texto escrito para o jornal New York Times (e que foi rejeitado pelo jornal), onde ele critica ferozmente o One Trade Center (prédio que está sendo construído no local onde ficava o World Trade Center), e responde às críticas feitas pelo prefeito de NY Michael Bloomberg. O prefeito sugeriu que Banksy estava desobedecendo a lei com a sua arte e, que os grafites são um sinal de decadência. "A maior monstruosidade em Nova York não é o grafite, mas a construção no Marco Zero", diz um post em seu site no formato de uma página do jornal NYT. 

Parte dos grafites de Banksy já foram alterados por outros artistas de rua e alguns foram cobertos com tinta branca. Outro grafite foi protegido com uma grade pela proprietária da casa onde está o desenho.










Ao lado de cada grafite, há outro grafite com um número de telefone 1-800-656-4271 que dá acesso a um guia de áudio sobre a obra. 

Pixação de Banksy: “Esse é meu sotaque nova-iorquino.
Normalmente eu escrevo assim.”

 Banksy explica algumas de suas intervenções:
'grafites aleatórios recebem uma maquiagem da Broadway'


Painel instalado em NY, parceria de Banksy com Os Gêmeos, 2013.

Enquanto isso... durante um sábado uma tenda montada próximo do Central Park colocou à venda inúmeras obras de Banksy com o preço de 60 doláres. Apenas 03 compradores, depois um vídeo e uma nota postados no banksyny.com.

"Please note: This was a one off. The stall will not be there again today".


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Invader...


Invader é um artista francês que nasceu em 1969 e espalhou sua arte inspirada no jogo Space Invader por diversas cidades do mundo. O projeto começou em Paris em 1998 e já invadiu Londres, Berlim, Roma, Barcelona, Manchester, Los Angeles, Nova York, Toronto, Tóquio... e São Paulo.

Lançado em 1978, Space Invader foi um dos primeiros jogos de tiro com gráfico bidimensional e foi um sucesso graças a sua jogabilidade que consistia em não determinar um tempo para terminar uma partida, mas sim transformá-lo em “vidas” que tornavam a durabilidade do jogo definida pela perícia do jogador.



O objetivo do jogo é simples: destruir naves alienígenas com um canhão a laser e foi inspirado na onda popular de filmes da época como Star Wars.



"Antes, preservava minha identidade porque o que eu fazia era proibido. Perdi a conta de quantas vezes fui preso", lembra."Quando minha obra foi reconhecida como arte, mantive o anonimato. Isso acabou se tornando parte do projeto. Até porque sou um cara meio antissocial mesmo; se não fosse, não teria criado tantos invasores por aí", explica ele, que não se deixa fotografar ou filmar sem que esteja mascarado.

Invader e Os Gemeos, em São Paulo 2011.

Em 2011, Invader participou da exposição “De dentro e de fora”, do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e paralelamente realizou 52 intervenções orquestradas durante seus 20 dias na cidade, com direito a mapa que mostra a localização de cada uma. 

... o site é muito legal...
Antes de deixar o Brasil, o Invader deu uma entrevista no Masp na qual expressou sua felicidade de fazer sua arte em São Paulo. Isso porque a cidade representa sua primeira invasão da América do Sul, até então o único continente em que não havia atuado artisticamente. Quando indagado acerca do fato de sua arte ser proposta através de personagens de videogame, sua resposta mostrou uma ludicidade compatível com o conceito de sua obra: “Quero surpreender as pessoas e criar alternativas às placas de trânsito e à publicidade. É como um videogame urbano. É um jogo com a população”.

Invader em São Paulo, 2011.
Invader em São Paulo, 2011.
Invader em São Paulo, 2011.
Invader em São Paulo, 2011.

Em São Paulo, ele descobriu uma nova matéria-prima: cerâmicas vintage de cemitérios de azulejos."Fiquei fascinado e resolvi trabalhar com azulejos estampados pela primeira vez", diz. "É algo brasileiro, que já esteve na casa de alguém e pode ser reutilizado agora para fazer arte."